Fazendo Yoga

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Os oito versos maravilhosos de Sri Krishna Caitanya Mahāprabhu

Os oito versos maravilhosos de Sri Krishna Caitanya Mahāprabhu




Sloka 1

Todas as glórias para Sri Krishna Sankirtana, o qual limpa o coração de todo o pó acumulado por anos, extingue o fogo da vida condicionada, de repetidos nascimentos.
Este movimento de Sankirtana, o canto dos Santos Nomes do Senhor, é a principal benção para a humanidade inteira, porque Ele esparrama os Seus raios tal qual um luar de bênçãos em grandes quantidades refrescante.
Ele é a vida de todo o conhecimento transcendental. Ele multiplica o oceano de glórias transcendentais, e Ele permite a todos experimentar inteiramente o néctar do qual nós estamos sempre ansiosos.

Sloka 2

Ó meu Senhor, somente Teus Santos Nomes podem trazer todos os benefícios para as entidades vivas, e, assim, Tu tens centenas e milhões de nomes como Krishna e Govinda. Nestes nomes transcendentais, Ó Bhāgavan, Tu tens empossado toda a Tua energia transcendental. Não existem regras para cantar estes nomes. Ó meu Senhor, como resultado disto Tu nos capacitastes para nos aproximarmos de Ti pelos Teus Santos Nomes, mas, desafortunadamente, Eu sou assim sem nenhuma atração por Eles.

Sloka 3

Quem cantar os Santos Nomes do Senhor num estado de humildade, pensando ser o mais baixo do que uma palha da rua; sendo mais tolerante do que uma árvore; destituído de todo o sentimento do orgulho, coloca-se pronto para oferecer todos os respeitos para os outros. Desta forma, se pode sempre cantar os Santos Nomes do Senhor Hari.

Sloka 4

Ó Senhor do Universo, Jagannatha! Eu não desejo acumular riquezas, nem desejo belas mulheres, nem quero qualquer seguidores. Ó Supremo Controlador, Ishvara! Eu somente quero Teu serviço devocional imotivado, nascimento após nascimento.

Sloka 5

Ó filho de Mahārāja Nanda, Sri Krishna! Eu Sou Teu eterno servidor; ainda que, Eu tenha caído no horrível oceano de da ignorância, por favor, tenha misericórdia de Mim, salve-Me, e coloque-Me sob a poeira dos Teus pés de lótus.

Sloka 6

Ó meu Senhor! Quando irei enfeitar Meus olhos com as lágrimas de amor, numa correnteza perpétua quando Eu cantar Teus Santos Nomes? Quando Irei gaguejar, e sufocar as palavras; quando Meus cabelos de Meu corpo irão se arrepiar na recitação do Teu Nome?

Sloka 7

Ó Govinda! Sinto saudades de Ti; lembrar de Ti num segundo é como uma era. Lágrimas são derramadas dos Meus olhos como uma torrente de chuva, e o universo todo parece vazio.

Sloka 8

Ó Senhor! Abrace com força este servo caído, e pisando-Me com os Seus pés de lótus; mesmo Me deixando com o coração partido por não poder Vê-lO.
Vós sois completamente livre para tudo, até mesmo para retirar o Meu ar vital prāna, por Eu ser um pecaminoso, mas não há nenhum outro Senhor mais adorável do que Vós.

* Fonte das imagens:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Krishna-eating-butter-poster-with-glitter-BJ32_l.jpg
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Krishna_statue,_belur.jpg


sábado, 17 de setembro de 2016

Instrução sobre Yoga - Svetasvatara Upanisad - Capítulo 6 de 6

Svetasvatara Upanisad

Agora, o Svetasvatara-upanisad! OM! Que Brahman nos proteja todos juntos. Que Ele nos nutra todos juntos. Que nós todos possamos trabalhar juntos, com grande energia. Que nossos estudos sejam vigorosos, e efetivos. Que nós não nos odiemos uns aos outros.

Sexto Adhyāya

6.1. Alguns buscadores (da Verdade) falam da própria natureza (das coisas), e outros do tempo – Kāla, como sendo o que gira o mundo; eles estão enganados, é a grandeza do Senhor que a tudo gira, ocasionado pelo roda de Brahman que move o mundo.

6.2. Saiba que a Sua energia assume vários aspectos ou qualidades sob o seu comando como terra ou Prthivi, água ou Apas, luz ou Tejas, éter ou Akas. O Senhor todo-conhecedor, mestre do tempo ou Kāla e das qualidades ou Gunas, penetra em todo o universo. A pessoa sábia sabe que Deus está além de tudo isso.

6.3. Ele projeta o mundo do Karma, e retira-se dele. Ele une (Yoga) o princípio do Espírito com a matéria – com um, dois, três e oito – por intermédio da sua instrumentalidade de tempo, em suas próprias tendências sutis.

6.4. Ele dá início a criação associado com as três qualidades materiais ou Gunas, ordenando tudo. No final, quando deixam de atuar, Ele destrói o mundo, e reside apenas em Si próprio.

6.5. O Senhor original causa a criação pela união do espírito com a matéria. Ele está além das três divisões do tempo, e é sem partes. Ele pode ser percebido pela visão (meditativa) da Sua forma sentado em nosso próprio coração, como o Senhor Adorável, na forma do universo, e origem de todos os seres.

6.6. Conhecendo-O como a origem e dissolução do universo, e do ciclo da existência, do qual todas as virtudes se originam, como sendo o destruidor do mal e das impurezas, Senhor da retidão ou Dharma, a árvore do tempo, o Senhor de todos os poderes está situado no coração, quem a isso conhece alcança a liberação.

6.7. Que nós O realizemos, Ó Mahaisvara! O adorável Senhor do Universo; quem está além da natureza material; Deus dos deuses; Deidade das deidades; Governador dos governadores.

6.8. Ele não tem nada para alcançar, nem possui qualquer instrumento de ação. Não há nada igual ou superior a Ele. Seu grande poder é dito nos Sruti ou Vedas, de diversas maneiras, e sua onisciência, e capacidades, são descritas como inerentes a Ele.

6.9. Nada no mundo é Seu mestre ou governador. Ninguém é superior a Ele. Ele é a causa de tudo, o mestre dos seres individuais. Ele não possui criador e nem possui qualquer controlador.

6.10. Que o Senhor que é Pradhāna, e que espontaneamente cobre a Si mesmo com os produtos da natureza, do mesmo modo como uma aranha tece a sua teia do seu próprio umbigo, que Brahman conceda-nos absorção n´Ele.

6.11. O Uno, Deus, está oculto em todos os seres (é imanente). Ele é que a tudo impregna e o Atman de todas as criaturas. Ele é o vidente de todas as ações ou Karma de todos os seres. Ele é a testemunha; Pura Consciência ou Kevala, e sem atributos ou Nirguna.

6.12. O Uno é o controlador das ações. Ele faz a semente desenvolver-se muitas vezes no mundo. Os sábios que O percebem dentro de si mesmos, alcançam eterna bem-aventurança, e não outros.

6.13. Ele é eterno entre a eternidade, a consciência entre os que a tem, o pensamento, a realização dos desejos, a causa de tudo; nada há em que Ele não esteja. Quem se liberta de todas as amarras (do Karma), realiza-O. Ele é a causa de tudo, e É compreensível por intermédio da filosofia analítica do Ser ou Sankhya-Yoga.

6.14. O Sol não brilha lá, nem a Lua ou as estrelas. Estes relâmpagos não brilham lá, como pode o fogo brilhar? Devido ao Seu brilho, tudo brilha depois d´Ele. Por Sua luz, todo o universo é iluminado.

6.15. Ele é o único aniquilador da ignorância neste universo; Ele é o fogo latenta na água. Pelo conhecimento d´Ele liberta-se da morte. Não há outra via de liberação.

6.16. Ele é o criador e o conhecedor de tudo no universo; Ele é a Sua própria causa, consumidor do tempo; a origem de tudo ou Pradhāna; o repositório de todas as boas qualidades, e o mestre do conhecimento; Senhor por sobre os Gunas (qualidades da matéria); controlador da matéria e do espirito, o liberador do Samsāra; tanto a liberação quanto o cativeiro.

6.17. Ele é a alma de todo o universo; imortal; Senhor de todos; Ele a tudo conhece; a tudo penetra, É o protetor do universo, o controlador eterno. Ninguém mais é capaz de governar por sobre o universo por todo o tempo.

6.18. Procurando pelo conhecimento eu me refugio no Senhor; quem criou Brahmā (o primeiro ser criado), e entregou a Ele as Escrituras dos Vedas, e que desvelou o auto-conhecimento.

6.19. O Senhor Supremo é sem-partes, sem ações; É tranquilo, sem mácula, e desapegado. Ele é a ponte Suprema para a imortalidade, que se dá através da destruição da ignorância, consumindo-a, tal qual o fogo que consumiu combustível.

6.20. Somente quando alguém for capaz de curvar-se no céu, como uma peça de couro, poderá dar fim ao retorno da alma; de outro modo, não há realização em Deus.

6.21. Pelas Tapasias (austeridades), e pela Graça de Deus, a alma realizada Svetaswatara conheceu Brahman, e este mais secreto conhecimento Ele expôs em detalhes para o melhor dos buscadores ou Sannyasis.

6.22. Este elevado segredo do Vedānta, foi exposto numa época antiga, e não deverá ser dado para aqueles cujas paixões não foram subjugadas, nem para alguém que não seja nobre, um filho ou discípulo.

6.23. Quando estas Verdades são ensinadas, brilham avante; apenas naquelas almas que possuem elevada devoção a Deus ou Parā-Bhakti, e igual devoção ao Mestre espiritual ou Guru ou Mahātma. Aquelas Grandes almas ou Mahātman, assim, irão brilhar.

Om shanti shanti shanti

*Crédito pela imagem
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sri_Vikhanasa_Maharishi.jpg

sábado, 10 de setembro de 2016

Instrução sobre Yoga - Svetasvatara Upanisad - Capítulo 5 de 6

Svetasvatara Upanisad

Agora, o Svetasvatara-upanisad! OM! Que Brahman nos proteja todos juntos. Que Ele nos nutra todos juntos. Que nós todos possamos trabalhar juntos, com grande energia. Que nossos estudos sejam vigorosos, e efetivos. Que nós não nos odiemos uns aos outros.

Quinto Adhyāya

5.1. Tanto o conhecimento como a ignorância descançam escondidos dentro do imperecível e infinito Brahman. A ignorância conduz ao mundano perecível, mas o conhecimento conduz para a imortalidade. Brahman, que controla o conhecimento e a ignorância, é diferente de ambos.

5.2. Apenas o Brahman preside por sobre a Natureza em todos os ascpectos, e controla todas as formas e origens da criação. No princípio, somente Ele criou o todo conhecer, o doutrado Hiranyagarbha, e preencheu-o com sabedoria.

5.3. Este Mahātma ou o Uno, esparramou-Se em muitos grupos de seres criados, e os transformou em inumeráveis formas, e tipos de espécies. No final, ele traga tudo para dentro da Si próprio, e novamente age na criação na Prakrti, e realiza a Sua soberania por sobre todos.

5.4. Assim como o Sol brilha clareando todas as moradas acima, abaixo, e além, este Uno e adorável Senhor ou Bhagavan ilumina e controla toda a criação, presidindo como a causa de tudo.

5.5. Ele é a origem de todas as coisas; tudo surge da Sua própria natureza, e conduz as criaturas à perfeição, de acordo com seus desapegos, com as conveniências de cada ser ,de distintas características ou Gunas; É o Senhor de tudo.

5.6. Ele situa-Se nos Upanisads, os quais são a essência dos Vedas. Por Eles Brahmā conheceu a origem ou Brahman Supremo. Os buscadores videntes do passado tornaram-se imortais por unirem-se a Ele.

5.7. Aquele que está identificado com as qualidades materiais ou Gunas, e nos frutos do seu trabalho, apega-se a estas qualidades, tornando-se prisioneiro dos sentidos, assumindo várias formas, vageando através dos três caminhos, como resultado do seu próprio desejo.

5.8. Do tamanho de um polegar, mas cintilante como o Sol, sutil como o buraco de uma agulha, o Jiva possui tanto vontade como inteligência ou Buddhi. Dotado com as qualidades da mente e coração ou Atman, associa-se com egoísmo e vontade ou Sankalpa, por causa das suas limitações.

5.9. A alma individual ou Jiva é extremamente sutil, diminuto como um ponto no fio de cabelo, dividido em centenas de vezes. Assim, ela é potencialmente infinita. Brahman é o que deve ser realizado.

5.10. O Jiva não é nem macho ou fêmea, nem neutro. Qualquer que seja o corpo que assuma, torna-se identificado com ele.

5.11. Através do desejo, contato, apego e ilusão, o Jiva assume sucessivamente vários corpos, em vários lugares, de acordo com seus feitos ou Karma, do mesmo modo como um corpo passa de um estágio a outro durante a vida, quando nutrido por comida e bebida.

5.12. A alma corporificada ou Jiva, assume muitas formas, grosseiras e sutis, de acordo com suas tendências naturais, e resultado de suas ações passadas. Estas tendências, manifestam-se na forma de pensamentos e desejos, mas o modo como se combinam, é outro assunto.

5.13. Realizando-O, como sendo sem começo e nem fim, como sendo o criador que cria o cosmos em meio ao caos, e que assume muitas formas e que a tudo engloba, conhecendo isso, alguém torna-se livre de todos os cativeiros.

5.14. O Bem-aventurado e auspicioso Senhor sem forma, apenas pode ser realizado por um coração puro. Ele é o criador e destruidor de tudo. Ele é a origem de todas as artes e ciências. Conhecendo-O assim, alguém livra-se de futuros nascimentos.

Om shanti shanti shanti

sábado, 3 de setembro de 2016

Instrução sobre Yoga - Svetasvatara Upanisad - Capítulo 4 de 6

Svetasvatara Upanisad

Agora, o Svetasvatara-upanisad! OM! Que Brahman nos proteja todos juntos. Que Ele nos nutra todos juntos. Que nós todos possamos trabalhar juntos, com grande energia. Que nossos estudos sejam vigorosos, e efetivos. Que nós não nos odiemos uns aos outros.

Quarto Adyāya 

4.1. No princípio, o Uno que é sem cor ou casta (Varna), sem diferenciação, criou o mundo de numerosas formas, por Seu próprio e misterioso propósito. E no final, Ele recolhe para dentro d´Ele mesmo o universo inteiro. Que o Senhor nos favoreça com um intelecto claro.

4.2. O Brahman é o fogo, o sol, o ar, a Luz, o brilho das estrelas no céu; a alma Suprema, a água e o Criador ou Prajāpati original.

4.3. Vós sois a mulher, o homem, o jovem e a moça. Vós sois o velho que cambaleia inclinado por sobre uma bengala; nascestes para assumir diferentes
formas.

4.4. Vós sois a borboleta azul-escuro; vós sois, também o papagaio verde de olhos vermelhos. Vós sois a nuvem de chuva trovejante (com relâmpagos), as estações e os oceanos. Vós sois sem começo, e todo-penetrante. De Vós todos os mundos surgiram.

4.5. Ele (o Brahman) é não-nascido; é a natureza (feminina), é vermelho, branco e preto (escuro), e que gera prole como Ele (ou Ela); uma alma não nascida torna-se apegada a Ele, enquanto o Brahman – não-nascido – abando-a depois da experiência com ela.

4.6. Dois pássaros de bela plumagem, de inseparável companhia, estão pousados numa mesma árvore. Um deles agarra os doces frutos, e o outro os olha sem comer.

4.7. Na mesma árvore, um homem – Anisa – senta-se pesarosamente, submerso, confuso por sua própria impotência. Mas quando ele vê o outro Senhor ou Isa, contentando-se com Sua glória, sua tristeza se vai.

4.8. O que o beneficia são os Vedas, para quem não conhece sobre o indestrutível, e elevado Ser Supremo – imperecível Brahman, que é o sutil dos céus, e no qual os Devas e Vedas estão abrigados. Apenas aqueles que O conhecem obtêm a realização.

4.9. Os Vedas, os sacrifícios ou Yajñās, os rituais, as penitências, o passado e o futuro, e todos os costumes religiosos declarados nos Vedas, vêm de Brahman. Brahman projeta o universo inteiro através de Seu poder ou Māya. O outro, sempre, é atado por Māya.

4.10. Saibam que a Natureza ou Prakrti é Māya, e que Brahman é o grande controlador ou Mahesvara. Os seres que preenchem todo o universo são Seus membros.

4.11. O Adorável Senhor, apesar de não-dual, preside sobre todos os aspectos da natureza, Ele é o Doador de todas as bênçãos. O mundo todo vem d´Ele, e no final dissolve-se n´Ele.

4.12. O Senhor Supremo é o criador e sustentador das várias atividades do universo. Ele criou Hiranyagarbha, a alma cósmica. Ele é Rudra Maharshi, o grande destruidor da ignorância, e o Senhor de todas as coisas. Que Ele nos favoreça com nobres pensamentos.

4.13. Ele, que é o Senhor dos Devas, e no qual o mundo repousa; quem governa todos os seres, bípedes, e quadrúpedes; deixai oferecermos nossas adorações para este radiante e bem-aventurado Senhor.

4.14. O Senhor auspicioso, que é mais sutil do que é sutil; que cria o mundo em meio ao caos; que apesar de ser Uno assume muitas formas, e que a tudo interpenetra no universo; por conhecê-lO, alcança-se a paz suprema.

4.15. Ele é o único protetor do mundo no devido tempo. Ele é o Senhor do Universo, escondido no interior de todos os seres. O sábio realizado e Devas estão unidos a Ele. Verdadeiramente, por conhecê-lO, corta-se as correntes da morte.

4.16. Realizando o Uno, que é Deus imanente em todos os seres, e de certa maneira é mais sutil do que a nata do leite, que é sempre bem-aventurança, que sozinho impregna todo o universo, liberta-se de todos os apegos.

4.17. Esse princípio Divino ou Deva criou todo o universo inteiro, e permeia o coração de todas as criaturas, como sua morada permanente, e é determinado por intermédio do coração, mente e intelecto. Aqueles que conhecem isto rendem-se ao Imortal.

4.18. Quando a escuridão da ignorância é dissipada, não há dia nem noite, nem ser e não-ser, somente o puro Uno, imperecível, Realidade adorável refulgência, e de quem toda a antiga sabedoria deriva-se.

4.19. Ninguém pode segurá-lO, acima, no lado ou no meio. Não há ninguém igual a Ele, cujo nome é grande glória ou Mahā-Purusha.

4.20. Sua forma não pode ser conhecida pelos nossos sentidos. Ninguém pode vê-lo com seus olhos. Aqueles que realizam-nO como Ele estando dentro dos seus corações, tornam-se imortais.

4.21. Ó não-nascido (Brahman), os liberados refugiam-se em Ti. Ó Rudra! Que Teu olhar benevolente proteja-me sempre.

4.22. Ó Rudra, que Tua ira não fira nossa crianças, nossa vida, nossos netos, vacas e cavalos, ou nossos heróis. Nós Te convocamos sempre em nossas oblações.

Om shanti shanti shanti