Fazendo Yoga

domingo, 13 de novembro de 2016

Estudos sobre Ácido Lático e as Dores Musculares

Em meu curso de Fisioterapia foi necessário este semestre o desenvolvimento de uma pesquisada relacionada a alguma disciplina. Em meu gosto atual pela bioquímica, acabei selecionando o tema de ácido lático, para descobrir a natureza verdadeira das dores musculares principalmente relacionadas às atividades físicas.

Sem escrever aqui nada muito científico, pois isso pretendo fazer em formato de artigo oficial, eu iniciei a pesquisa crente como a maioria das pessoas de que o ácido lático era o causador da dor, mas como eu suspeito de quase tudo, fui atrás de outras opiniões do ramo científico.
Encontrei artigos nacionais e internacionais que retiravam completamente a culpa do ácido lático como causador das dores musculares ou fadiga durante o treinamento, esclarecendo que a presença de ácido lático não indica necessariamente ser ele o causador.
Não indo exatamente atrás de outro culpado, mas buscando uma relação com diversos fatores, foi encontrado que o cálcio do retículo sarcoplasmático possui dificuldades de reabsorção do músculo quando na presença de fosfato. Esse fosfato advém da quebra de ATP, que é utilizada pelas proteínas presentes nas células musculares e não é rapidamente aproveitada pelo corpo enquanto o indivíduo permanece na atividade física.

Essa pesquisa ainda tentarei relacionar com as práticas de Yoga, cuja predominância da prática de posturas se enquadra no tipo de resistência, mas em questão de pranayamas, se enquadra em aeróbico.

Banner da apresentação

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Os oito versos maravilhosos de Sri Krishna Caitanya Mahāprabhu

Os oito versos maravilhosos de Sri Krishna Caitanya Mahāprabhu




Sloka 1

Todas as glórias para Sri Krishna Sankirtana, o qual limpa o coração de todo o pó acumulado por anos, extingue o fogo da vida condicionada, de repetidos nascimentos.
Este movimento de Sankirtana, o canto dos Santos Nomes do Senhor, é a principal benção para a humanidade inteira, porque Ele esparrama os Seus raios tal qual um luar de bênçãos em grandes quantidades refrescante.
Ele é a vida de todo o conhecimento transcendental. Ele multiplica o oceano de glórias transcendentais, e Ele permite a todos experimentar inteiramente o néctar do qual nós estamos sempre ansiosos.

Sloka 2

Ó meu Senhor, somente Teus Santos Nomes podem trazer todos os benefícios para as entidades vivas, e, assim, Tu tens centenas e milhões de nomes como Krishna e Govinda. Nestes nomes transcendentais, Ó Bhāgavan, Tu tens empossado toda a Tua energia transcendental. Não existem regras para cantar estes nomes. Ó meu Senhor, como resultado disto Tu nos capacitastes para nos aproximarmos de Ti pelos Teus Santos Nomes, mas, desafortunadamente, Eu sou assim sem nenhuma atração por Eles.

Sloka 3

Quem cantar os Santos Nomes do Senhor num estado de humildade, pensando ser o mais baixo do que uma palha da rua; sendo mais tolerante do que uma árvore; destituído de todo o sentimento do orgulho, coloca-se pronto para oferecer todos os respeitos para os outros. Desta forma, se pode sempre cantar os Santos Nomes do Senhor Hari.

Sloka 4

Ó Senhor do Universo, Jagannatha! Eu não desejo acumular riquezas, nem desejo belas mulheres, nem quero qualquer seguidores. Ó Supremo Controlador, Ishvara! Eu somente quero Teu serviço devocional imotivado, nascimento após nascimento.

Sloka 5

Ó filho de Mahārāja Nanda, Sri Krishna! Eu Sou Teu eterno servidor; ainda que, Eu tenha caído no horrível oceano de da ignorância, por favor, tenha misericórdia de Mim, salve-Me, e coloque-Me sob a poeira dos Teus pés de lótus.

Sloka 6

Ó meu Senhor! Quando irei enfeitar Meus olhos com as lágrimas de amor, numa correnteza perpétua quando Eu cantar Teus Santos Nomes? Quando Irei gaguejar, e sufocar as palavras; quando Meus cabelos de Meu corpo irão se arrepiar na recitação do Teu Nome?

Sloka 7

Ó Govinda! Sinto saudades de Ti; lembrar de Ti num segundo é como uma era. Lágrimas são derramadas dos Meus olhos como uma torrente de chuva, e o universo todo parece vazio.

Sloka 8

Ó Senhor! Abrace com força este servo caído, e pisando-Me com os Seus pés de lótus; mesmo Me deixando com o coração partido por não poder Vê-lO.
Vós sois completamente livre para tudo, até mesmo para retirar o Meu ar vital prāna, por Eu ser um pecaminoso, mas não há nenhum outro Senhor mais adorável do que Vós.

* Fonte das imagens:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Krishna-eating-butter-poster-with-glitter-BJ32_l.jpg
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Krishna_statue,_belur.jpg


sábado, 17 de setembro de 2016

Instrução sobre Yoga - Svetasvatara Upanisad - Capítulo 6 de 6

Svetasvatara Upanisad

Agora, o Svetasvatara-upanisad! OM! Que Brahman nos proteja todos juntos. Que Ele nos nutra todos juntos. Que nós todos possamos trabalhar juntos, com grande energia. Que nossos estudos sejam vigorosos, e efetivos. Que nós não nos odiemos uns aos outros.

Sexto Adhyāya

6.1. Alguns buscadores (da Verdade) falam da própria natureza (das coisas), e outros do tempo – Kāla, como sendo o que gira o mundo; eles estão enganados, é a grandeza do Senhor que a tudo gira, ocasionado pelo roda de Brahman que move o mundo.

6.2. Saiba que a Sua energia assume vários aspectos ou qualidades sob o seu comando como terra ou Prthivi, água ou Apas, luz ou Tejas, éter ou Akas. O Senhor todo-conhecedor, mestre do tempo ou Kāla e das qualidades ou Gunas, penetra em todo o universo. A pessoa sábia sabe que Deus está além de tudo isso.

6.3. Ele projeta o mundo do Karma, e retira-se dele. Ele une (Yoga) o princípio do Espírito com a matéria – com um, dois, três e oito – por intermédio da sua instrumentalidade de tempo, em suas próprias tendências sutis.

6.4. Ele dá início a criação associado com as três qualidades materiais ou Gunas, ordenando tudo. No final, quando deixam de atuar, Ele destrói o mundo, e reside apenas em Si próprio.

6.5. O Senhor original causa a criação pela união do espírito com a matéria. Ele está além das três divisões do tempo, e é sem partes. Ele pode ser percebido pela visão (meditativa) da Sua forma sentado em nosso próprio coração, como o Senhor Adorável, na forma do universo, e origem de todos os seres.

6.6. Conhecendo-O como a origem e dissolução do universo, e do ciclo da existência, do qual todas as virtudes se originam, como sendo o destruidor do mal e das impurezas, Senhor da retidão ou Dharma, a árvore do tempo, o Senhor de todos os poderes está situado no coração, quem a isso conhece alcança a liberação.

6.7. Que nós O realizemos, Ó Mahaisvara! O adorável Senhor do Universo; quem está além da natureza material; Deus dos deuses; Deidade das deidades; Governador dos governadores.

6.8. Ele não tem nada para alcançar, nem possui qualquer instrumento de ação. Não há nada igual ou superior a Ele. Seu grande poder é dito nos Sruti ou Vedas, de diversas maneiras, e sua onisciência, e capacidades, são descritas como inerentes a Ele.

6.9. Nada no mundo é Seu mestre ou governador. Ninguém é superior a Ele. Ele é a causa de tudo, o mestre dos seres individuais. Ele não possui criador e nem possui qualquer controlador.

6.10. Que o Senhor que é Pradhāna, e que espontaneamente cobre a Si mesmo com os produtos da natureza, do mesmo modo como uma aranha tece a sua teia do seu próprio umbigo, que Brahman conceda-nos absorção n´Ele.

6.11. O Uno, Deus, está oculto em todos os seres (é imanente). Ele é que a tudo impregna e o Atman de todas as criaturas. Ele é o vidente de todas as ações ou Karma de todos os seres. Ele é a testemunha; Pura Consciência ou Kevala, e sem atributos ou Nirguna.

6.12. O Uno é o controlador das ações. Ele faz a semente desenvolver-se muitas vezes no mundo. Os sábios que O percebem dentro de si mesmos, alcançam eterna bem-aventurança, e não outros.

6.13. Ele é eterno entre a eternidade, a consciência entre os que a tem, o pensamento, a realização dos desejos, a causa de tudo; nada há em que Ele não esteja. Quem se liberta de todas as amarras (do Karma), realiza-O. Ele é a causa de tudo, e É compreensível por intermédio da filosofia analítica do Ser ou Sankhya-Yoga.

6.14. O Sol não brilha lá, nem a Lua ou as estrelas. Estes relâmpagos não brilham lá, como pode o fogo brilhar? Devido ao Seu brilho, tudo brilha depois d´Ele. Por Sua luz, todo o universo é iluminado.

6.15. Ele é o único aniquilador da ignorância neste universo; Ele é o fogo latenta na água. Pelo conhecimento d´Ele liberta-se da morte. Não há outra via de liberação.

6.16. Ele é o criador e o conhecedor de tudo no universo; Ele é a Sua própria causa, consumidor do tempo; a origem de tudo ou Pradhāna; o repositório de todas as boas qualidades, e o mestre do conhecimento; Senhor por sobre os Gunas (qualidades da matéria); controlador da matéria e do espirito, o liberador do Samsāra; tanto a liberação quanto o cativeiro.

6.17. Ele é a alma de todo o universo; imortal; Senhor de todos; Ele a tudo conhece; a tudo penetra, É o protetor do universo, o controlador eterno. Ninguém mais é capaz de governar por sobre o universo por todo o tempo.

6.18. Procurando pelo conhecimento eu me refugio no Senhor; quem criou Brahmā (o primeiro ser criado), e entregou a Ele as Escrituras dos Vedas, e que desvelou o auto-conhecimento.

6.19. O Senhor Supremo é sem-partes, sem ações; É tranquilo, sem mácula, e desapegado. Ele é a ponte Suprema para a imortalidade, que se dá através da destruição da ignorância, consumindo-a, tal qual o fogo que consumiu combustível.

6.20. Somente quando alguém for capaz de curvar-se no céu, como uma peça de couro, poderá dar fim ao retorno da alma; de outro modo, não há realização em Deus.

6.21. Pelas Tapasias (austeridades), e pela Graça de Deus, a alma realizada Svetaswatara conheceu Brahman, e este mais secreto conhecimento Ele expôs em detalhes para o melhor dos buscadores ou Sannyasis.

6.22. Este elevado segredo do Vedānta, foi exposto numa época antiga, e não deverá ser dado para aqueles cujas paixões não foram subjugadas, nem para alguém que não seja nobre, um filho ou discípulo.

6.23. Quando estas Verdades são ensinadas, brilham avante; apenas naquelas almas que possuem elevada devoção a Deus ou Parā-Bhakti, e igual devoção ao Mestre espiritual ou Guru ou Mahātma. Aquelas Grandes almas ou Mahātman, assim, irão brilhar.

Om shanti shanti shanti

*Crédito pela imagem
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sri_Vikhanasa_Maharishi.jpg

sábado, 10 de setembro de 2016

Instrução sobre Yoga - Svetasvatara Upanisad - Capítulo 5 de 6

Svetasvatara Upanisad

Agora, o Svetasvatara-upanisad! OM! Que Brahman nos proteja todos juntos. Que Ele nos nutra todos juntos. Que nós todos possamos trabalhar juntos, com grande energia. Que nossos estudos sejam vigorosos, e efetivos. Que nós não nos odiemos uns aos outros.

Quinto Adhyāya

5.1. Tanto o conhecimento como a ignorância descançam escondidos dentro do imperecível e infinito Brahman. A ignorância conduz ao mundano perecível, mas o conhecimento conduz para a imortalidade. Brahman, que controla o conhecimento e a ignorância, é diferente de ambos.

5.2. Apenas o Brahman preside por sobre a Natureza em todos os ascpectos, e controla todas as formas e origens da criação. No princípio, somente Ele criou o todo conhecer, o doutrado Hiranyagarbha, e preencheu-o com sabedoria.

5.3. Este Mahātma ou o Uno, esparramou-Se em muitos grupos de seres criados, e os transformou em inumeráveis formas, e tipos de espécies. No final, ele traga tudo para dentro da Si próprio, e novamente age na criação na Prakrti, e realiza a Sua soberania por sobre todos.

5.4. Assim como o Sol brilha clareando todas as moradas acima, abaixo, e além, este Uno e adorável Senhor ou Bhagavan ilumina e controla toda a criação, presidindo como a causa de tudo.

5.5. Ele é a origem de todas as coisas; tudo surge da Sua própria natureza, e conduz as criaturas à perfeição, de acordo com seus desapegos, com as conveniências de cada ser ,de distintas características ou Gunas; É o Senhor de tudo.

5.6. Ele situa-Se nos Upanisads, os quais são a essência dos Vedas. Por Eles Brahmā conheceu a origem ou Brahman Supremo. Os buscadores videntes do passado tornaram-se imortais por unirem-se a Ele.

5.7. Aquele que está identificado com as qualidades materiais ou Gunas, e nos frutos do seu trabalho, apega-se a estas qualidades, tornando-se prisioneiro dos sentidos, assumindo várias formas, vageando através dos três caminhos, como resultado do seu próprio desejo.

5.8. Do tamanho de um polegar, mas cintilante como o Sol, sutil como o buraco de uma agulha, o Jiva possui tanto vontade como inteligência ou Buddhi. Dotado com as qualidades da mente e coração ou Atman, associa-se com egoísmo e vontade ou Sankalpa, por causa das suas limitações.

5.9. A alma individual ou Jiva é extremamente sutil, diminuto como um ponto no fio de cabelo, dividido em centenas de vezes. Assim, ela é potencialmente infinita. Brahman é o que deve ser realizado.

5.10. O Jiva não é nem macho ou fêmea, nem neutro. Qualquer que seja o corpo que assuma, torna-se identificado com ele.

5.11. Através do desejo, contato, apego e ilusão, o Jiva assume sucessivamente vários corpos, em vários lugares, de acordo com seus feitos ou Karma, do mesmo modo como um corpo passa de um estágio a outro durante a vida, quando nutrido por comida e bebida.

5.12. A alma corporificada ou Jiva, assume muitas formas, grosseiras e sutis, de acordo com suas tendências naturais, e resultado de suas ações passadas. Estas tendências, manifestam-se na forma de pensamentos e desejos, mas o modo como se combinam, é outro assunto.

5.13. Realizando-O, como sendo sem começo e nem fim, como sendo o criador que cria o cosmos em meio ao caos, e que assume muitas formas e que a tudo engloba, conhecendo isso, alguém torna-se livre de todos os cativeiros.

5.14. O Bem-aventurado e auspicioso Senhor sem forma, apenas pode ser realizado por um coração puro. Ele é o criador e destruidor de tudo. Ele é a origem de todas as artes e ciências. Conhecendo-O assim, alguém livra-se de futuros nascimentos.

Om shanti shanti shanti

sábado, 3 de setembro de 2016

Instrução sobre Yoga - Svetasvatara Upanisad - Capítulo 4 de 6

Svetasvatara Upanisad

Agora, o Svetasvatara-upanisad! OM! Que Brahman nos proteja todos juntos. Que Ele nos nutra todos juntos. Que nós todos possamos trabalhar juntos, com grande energia. Que nossos estudos sejam vigorosos, e efetivos. Que nós não nos odiemos uns aos outros.

Quarto Adyāya 

4.1. No princípio, o Uno que é sem cor ou casta (Varna), sem diferenciação, criou o mundo de numerosas formas, por Seu próprio e misterioso propósito. E no final, Ele recolhe para dentro d´Ele mesmo o universo inteiro. Que o Senhor nos favoreça com um intelecto claro.

4.2. O Brahman é o fogo, o sol, o ar, a Luz, o brilho das estrelas no céu; a alma Suprema, a água e o Criador ou Prajāpati original.

4.3. Vós sois a mulher, o homem, o jovem e a moça. Vós sois o velho que cambaleia inclinado por sobre uma bengala; nascestes para assumir diferentes
formas.

4.4. Vós sois a borboleta azul-escuro; vós sois, também o papagaio verde de olhos vermelhos. Vós sois a nuvem de chuva trovejante (com relâmpagos), as estações e os oceanos. Vós sois sem começo, e todo-penetrante. De Vós todos os mundos surgiram.

4.5. Ele (o Brahman) é não-nascido; é a natureza (feminina), é vermelho, branco e preto (escuro), e que gera prole como Ele (ou Ela); uma alma não nascida torna-se apegada a Ele, enquanto o Brahman – não-nascido – abando-a depois da experiência com ela.

4.6. Dois pássaros de bela plumagem, de inseparável companhia, estão pousados numa mesma árvore. Um deles agarra os doces frutos, e o outro os olha sem comer.

4.7. Na mesma árvore, um homem – Anisa – senta-se pesarosamente, submerso, confuso por sua própria impotência. Mas quando ele vê o outro Senhor ou Isa, contentando-se com Sua glória, sua tristeza se vai.

4.8. O que o beneficia são os Vedas, para quem não conhece sobre o indestrutível, e elevado Ser Supremo – imperecível Brahman, que é o sutil dos céus, e no qual os Devas e Vedas estão abrigados. Apenas aqueles que O conhecem obtêm a realização.

4.9. Os Vedas, os sacrifícios ou Yajñās, os rituais, as penitências, o passado e o futuro, e todos os costumes religiosos declarados nos Vedas, vêm de Brahman. Brahman projeta o universo inteiro através de Seu poder ou Māya. O outro, sempre, é atado por Māya.

4.10. Saibam que a Natureza ou Prakrti é Māya, e que Brahman é o grande controlador ou Mahesvara. Os seres que preenchem todo o universo são Seus membros.

4.11. O Adorável Senhor, apesar de não-dual, preside sobre todos os aspectos da natureza, Ele é o Doador de todas as bênçãos. O mundo todo vem d´Ele, e no final dissolve-se n´Ele.

4.12. O Senhor Supremo é o criador e sustentador das várias atividades do universo. Ele criou Hiranyagarbha, a alma cósmica. Ele é Rudra Maharshi, o grande destruidor da ignorância, e o Senhor de todas as coisas. Que Ele nos favoreça com nobres pensamentos.

4.13. Ele, que é o Senhor dos Devas, e no qual o mundo repousa; quem governa todos os seres, bípedes, e quadrúpedes; deixai oferecermos nossas adorações para este radiante e bem-aventurado Senhor.

4.14. O Senhor auspicioso, que é mais sutil do que é sutil; que cria o mundo em meio ao caos; que apesar de ser Uno assume muitas formas, e que a tudo interpenetra no universo; por conhecê-lO, alcança-se a paz suprema.

4.15. Ele é o único protetor do mundo no devido tempo. Ele é o Senhor do Universo, escondido no interior de todos os seres. O sábio realizado e Devas estão unidos a Ele. Verdadeiramente, por conhecê-lO, corta-se as correntes da morte.

4.16. Realizando o Uno, que é Deus imanente em todos os seres, e de certa maneira é mais sutil do que a nata do leite, que é sempre bem-aventurança, que sozinho impregna todo o universo, liberta-se de todos os apegos.

4.17. Esse princípio Divino ou Deva criou todo o universo inteiro, e permeia o coração de todas as criaturas, como sua morada permanente, e é determinado por intermédio do coração, mente e intelecto. Aqueles que conhecem isto rendem-se ao Imortal.

4.18. Quando a escuridão da ignorância é dissipada, não há dia nem noite, nem ser e não-ser, somente o puro Uno, imperecível, Realidade adorável refulgência, e de quem toda a antiga sabedoria deriva-se.

4.19. Ninguém pode segurá-lO, acima, no lado ou no meio. Não há ninguém igual a Ele, cujo nome é grande glória ou Mahā-Purusha.

4.20. Sua forma não pode ser conhecida pelos nossos sentidos. Ninguém pode vê-lo com seus olhos. Aqueles que realizam-nO como Ele estando dentro dos seus corações, tornam-se imortais.

4.21. Ó não-nascido (Brahman), os liberados refugiam-se em Ti. Ó Rudra! Que Teu olhar benevolente proteja-me sempre.

4.22. Ó Rudra, que Tua ira não fira nossa crianças, nossa vida, nossos netos, vacas e cavalos, ou nossos heróis. Nós Te convocamos sempre em nossas oblações.

Om shanti shanti shanti

sábado, 27 de agosto de 2016

Instrução sobre Yoga - Svetasvatara Upanisad - Capítulo 3 de 6

Svetasvatara Upanisad 

Agora, o Svetasvatara-upanisad! OM! Que Brahman nos proteja todos juntos. Que Ele nos nutra todos juntos. Que nós todos possamos trabalhar juntos, com grande energia. Que nossos estudos sejam vigorosos, e efetivos. Que nós não nos odiemos uns aos outros.

Terceiro Adhyayah

3.1 O Uno Absoluto, junto com o seu poder indescritível ou Māya, aparece como o Senhor que governa sobre todos os mundos, com o Seu Supremo Poder. Na época da criação do mundo, e depois da sua dissolução, apenas existe Ele. Aquele que realiza o Uno torna-se imortal.

3.2. Rudra (Shiva) é o Uno Senhor sem um segundo, que governa e protege todos os mundos, pelo Seu próprio poder. Ele reside no coração de todos os seres. Ele protege o universo, mantém, e finalmente retira-se para dentro de Si mesmo (no ciclo da destruição).

3.3. Ele tem olhos, braços, faces, e pés em todos os lugares, na forma dos seres criados, com mãos, pés e asas. Ele criou os céus e a Terra, mas permanece como o Senhor não-dual de tudo.

3.4. Que Rudra o Grande sábio ou Maharshi, o Senhor de todos os mundos ou Hiranyagarbha, criador dos sentidos, e o seu suporte, que no principio criou a alma cósmica, nos favoreça com um intelecto nobre.

3.5. Oh Rudra, Senhor auspicioso, que abençoa a todas as criaturas; removedor das contaminações! Ó desvelador dos Vedas! Nos Digne da felicidade por Vosso pacífico e bem-aventurado Ser, o qual remove as raízes do medo, e da ignorância.

3.6. Ó desvelador das Verdades dos Vedas! Ó Siva! Torne-nos como uma flecha em Suas mãos pronta para o uso. Ó protetor dos devotos, não destrua Vossa forma pessoal, a qual fez o universo manifesto.

3.7. O Brahman Supremo ou Param Brahman! És mais elevado do que o deus pessoal. Ele é infinito e esconde-se nos corpos de todas as entidades vivas. Pelo conhecimento de que Ele penetra todo o universo, uma pessoa torna-se imortal.

3.8. Este Grande Ser ou Purusha, que é brilhante como o Sol, está além de toda a ignorância ou Tamas. Apenas por conhecê-lo, se vai além da morte; não há outro meio de liberação.

3.9. Não há nada superior ou diferente d´Ele (Brahman); não há nada maior ou menos do que Ele. Enraizado na Sua própria glória, Ele o Purusha sustenta-Se tal qual uma árvore, sendo imóvel e sem segundo, todo o universo está impregnado d´Ele.

3.10. Ele está muito além deste mundo; é sem forma e está livre de toda a miséria. Aqueles que conhecem isso se tornam imortais. Mas todos os outros, de fato, sofrerão apenas misérias.

3.11. O Divino e auspicioso Senhor, todo-penetrante, onipresente, e bom, reside no coração de todas entidades vivas, e usa todas as faces, cabeças, pescoço de todos os seres.

3.12. Este grande mestre - Mahāprabhu – é o Purusha, quem a tudo governa. Sua luz imperecível guia o buscador (da Verdade Suprema) para alcançar o estado de pureza.

3.13. O Purusha, não é maior do que o tamanho de uma polegada, é o Atman interior, que está sempre situado no interior do coração de todos os seres. Ele pode ser conhecido diretamente através de uma mente purificada, e de um intelecto com discernimento; quem O conhece, torna-se imortal.

3.14. O Purusha possui milhares de cabeças; milhares de olhos, e milhares de pés, que cobrem todo o universo em todos os lados. Ele existe além dos dez dedos.

3.15. Apenas o Purusha está em tudo isso; É o que É, o que foi, e o que será. Além disso, Ele é o único senhor da imortalidade ou Amrta. O qual, mostra-Se também como alimento, que também é Purusha.

3.16. Com Suas mãos e pés em todos os lugares, bem como cabeças, olhos, bocas e orelhas, Ele existe a tudo impregnando no universo.

3.17. Devido aos Seus próprios sentidos, Ele brilha através da função dos sentidos de todos. Ele é o Senhor de todos; o governador ou controlador de todos, bem como o amigo e o refúgio de todos.

3.18. Ele reside no corpo, a cidade de nove portões. Ele realiza Lilas ou passatempos transcendentais no mundo, e no além mundo, de inumeráveis formas. Ele é o controlador de todo o mundo; do móvel e do imóvel.

3.19. Sem mãos e pés Ele se move rápido e seguro. Ele vê sem olhos, e escuta sem ouvidos. Ele conhece seja o que for para ser conhecido, mas ninguém O conhece. Os Mahātmas ou sábios chamam-nO de Pessoa Suprema ou Maha-Purusha.

3.20. Mais delicado do que qualquer coisa delicada; maior do que qualquer coisa (quão grande seja); o Atman está oculto no coração das criaturas. Pela Graça do Criador – por sua misericórdia - podemos nos tornar livres do sofrimento e dos desejos, e então poderemos realizá-lO, como o maior Senhor.

3.21. Eu conheço Este sem princípio, não afetado pelo processo de envelhecimento; o Uno onipresente, que permeia todos os seres. Aquele que conhece o Supremo Brahman declara que Ele é eterno e não nascido.

Om shanti shanti shanti

* Crédito pela imagem:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Four-armed_Seated_Vishnu_in_Meditation_-_Mediaeval_Period_-_Pannapur_-_ACCN_14-379_-_Government_Museum_-_Mathura_2013-02-23_5275.JPG

sábado, 20 de agosto de 2016

Instrução sobre Yoga - Svetasvatara Upanisad - Capítulo 2 de 6

Svetasvatara Upanisad

Agora, o Svetasvatara-upanisad! OM! Que Brahman nos proteja todos juntos. Que Ele nos nutra todos juntos. Que nós todos possamos trabalhar juntos, com grande energia. Que nossos estudos sejam vigorosos, e efetivos. Que nós não nos odiemos uns aos outros.

Segundo Adyayah

2.1. Para realizar o Atman Supremo, primeiro controla-se os sentidos, através do apaziguamento da mente, meditando na luz do fogo do coração, onde o Brahman interior pode ser visto por detrás da aparência física.

2.2. Com a mente sob controle manifesta-se a Alma Imanente, auto luminosa, e alcança-se a bem-aventurança Suprema.

2.3. Pelo controle da mente, pela procura do contentamento interior, e pelo poder auto luminoso interior, a luz - do Brahman - inicia a brilhar.

2.4. Grande é a glória da Alma Imanente, que a tudo interpenetra, todo conhecimento, infinita e auto refulgente. O sábio que a isso conhece, através do controle da mente, e do poder do raciocínio, pratica a meditação e concentração (no Ser ou Brahman).

2.5. Ouça, ó filho da imortalidade, e residente do céu! Siga apenas as pegadas do sábio; pela contínua meditação, mergulha a mente e o intelecto no Brahman eterno. As glórias do Senhor irão desvelar-Se para ti.

2.6. Onde o fogo do intelecto está preparado pela meditação; onde o Prana é controlado (pela respiração ou Prānāyāma), e o amor divino flui, a mente alcança a perfeição.

2.7. Seja devotado ao Brahman sem princípio, por intermédio da alma interior ou causa primordial. Deste modo a origem da ignorância será destruída, e se ficará acima dos efeitos do Karma.

2.8. Colocando o corpo numa posição correta; mantendo o peito, o pescoço e a cabeça eretos, atraindo os sentidos e a mente para dentro do coração, o conhecedor cruzará todos os tormentos por meio da jangada do Brahman.

2.9. Controlando os sentidos, e regulando as atividades corpóreas, deve-se inspirar pelas narinas quando as atividades vitais tornarem-se débeis (Prānāyāma). Então, o sábio conterá a sua mente sem distração, como o controlar dos cavalos inquietos com rédeas.

2.10. Deve retirar-se para uma caverna ou outro lugar solitário, abrigado do vento e da chuva, e de distúrbios ruidosos; sentar-se num nível livre de seixos, pó, e umidade, e com arredores agradáveis, praticar a concentração da mente.

2.11. As formas que aparecem como neve, fumaça, sol, vento, fogo, chamas ou cintilações, relâmpagos, cristal e lua, são provenientes da manifestação do Brahman, na prática deste Yoga.

2.12. Praticando meditação o Yogin concretiza que seu Atma é diferente do corpo, constituído dos cinco elementos. No lugar disto, ele sente que seu corpo é feito do fogo do Yoga, não sendo afetado por doença, velhice e morte.

2.13. Os primeiros sinais de progresso no Yoga são as sensações de luz do corpo, boa saúde, liberdade das amarras (do Karma), compleição clara, doce voz, cheiro agradável do corpo, e poucas excreções do corpo.

2.14. Tal qual um objeto coberto pelo pó, sendo limpo, volta a brilhar, o Atma incorporado, realizando o princípio do Brahman, percebe a sua unidade, e tendo alcançado a meta (pelo fim dos desejos), ele não sofre.

2.15. Quando o Yogin realiza a Verdade do Brahman, através da percepção da verdade do Atman no seu corpo, como uma entidade auto luminosa, então, conhecendo a Divindade não-nascida, que é eterna, e livre de todas as modificações da Prakrti, ele liberta-se de todas as contaminações.

2.16. Este (Brahman) é o Uno brilhante, que se estende em todas as direções e é onipresente. Ele é o primogênito, e quem foi o primeiro, e irá manifestar-se também no futuro. Ele é o habitante que está no interior de todos os seres, e sobre todas as direções (o Brahman é onipresente), e que a todos liberta.

2.17. Saudações para esta Divindade, que está no fogo, na água, nas plantas, nas árvores, que a tudo penetra no universo inteiro.

Om shanti shanti shanti

* Crédito pela imagem:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:A_havan_ceremony_on_the_banks_of_Ganges,_Muni_ki_Reti,_Rishikesh.jpg

sábado, 13 de agosto de 2016

Instrução sobre Yoga - Svetasvatara Upanisad - Capítulo 1 de 6

Svetasvatara Upanisad

Agora, o Svetasvatara-upanisad! OM! Que Brahman nos proteja todos juntos. Que Ele nos nutra todos juntos. Que nós todos possamos trabalhar juntos, com grande energia. Que nossos estudos sejam vigorosos, e efetivos. Que nós não nos odiemos uns aos outros.

Primeiro Adhyayah

Hari Om, o conhecimento Supremo ou Brahma-vidya.


1.1. Os buscadores do Brahman, conversam entre eles: Qual é a causa do Brahman? De onde Ele nasce? Por que nós vivemos? Onde é nosso descanso final? Sob que ordens estamos nós? Quem conhece o Brahman, sujeito à lei da alegria e da miséria?

1.2. Tempo, natureza, lei, mudança, matéria, energia, inteligência, nenhuma destas coisas, nem a combinação delas, podem suportar um exame, devido ao seu próprio nascimento, identidade, e a existência do Atman. O Atman também não é um agente livre, estando sobre o manejo da felicidade e da miséria.

1.3. Praticando o método da meditação, eles (Sadhakas) realizaram o Atman, que é o Deva, pelo poder de Shakti; que é tanto com qualidades ou Saguna, como sem qualidades ou Nirguna; que é a origem do intelecto, emoções, e vontade; que é sem um segundo; que preside sobre todas as causas acima enumeradas, iniciando com o tempo, e terminando com a alma individual; e que tem sido incompreensível devido às limitações do nosso intelecto.
* Gunas são os atributos da natureza e existem três: rajas, tamas e satva. Rajas é a energia ativa, tamas é a energia passiva e satva a energia do equilíbrio.

1.4. Nós O pensamos como o universo, parecendo como uma roda, a qual tem uma coroa de raios com tríplice aro, e dezesseis extremidades, cinqüenta raios, vinte contra-raios, e seis grupos de oito; os quais estão dirigidos junto com três diferentes rodas, através de um cinto, que é único e também múltiplo; e no qual, cada giro acrescenta dois.

1.5. Nós pensamos n´Ele, na Sua manifestação, como universo, que é com um rio que contém água de cinco vertentes; que tem cinco grandes voltas, devido a cinco causas; que tem cinco Pranas de ondas, a mente – a base das cinco envolturas da percepção – para a origem, e das cinco envolturas da miséria para suas correntes; que possui cinco redemoinhos, cinco ramos e inumeráveis aspectos.

1.6. Nesta roda infinita de Brahman, na qual tudo vive e repousa, a alma peregrina gira. Conhecendo a alma individual ou Jiva, até agora vista como separada, como sendo por si mesma a força do movimento, e abençoada por Ele, ela alcança a imortalidade.

1.7. Isso é expressamente declarado como sendo o Supremo Brahman. No que Ele é triplo. Ele é o firme suporte. E O imperecível. Conhecendo a essência interior disto, os conhecedores dos Vedas, tornam-se devotados ao Brahman, mergulhando-se n´Ele, e liberando-se do nascimento.

1.8. O Senhor sustenta este universo, o qual consiste numa combinação do que é perecível e imperecível, manifesto e imanifesto. Enquanto o Atman não conhecer o Senhor, ele irá sentir atração pelos prazeres mundanos, ficando preso; mas quando conhece o Brahman, todas as amarras se desfazem.

1.9. A consciência do sujeito, e o objeto inconsciente; o mestre e o servo são não-nascidos. Assim é também Maya, a qual conecta-os, que traz o desfrutador e o desfrute, é não-nascida. Quando estas três mentes realizam-se no Brahman, o Atman torna-se infinito, universal, e livre de sentir-se o agente.

1.10. A matéria é perecível, mas Hara (Shiva) é imperecível e imortal. Ele é Pradhāna, ou a causa primeira. Governando por sobre a matéria perecível e a alma individual ou Jiva. Pelo processo de meditar n´Ele, unindo-se a Ele, tornando-se uno com Ele, toda a ilusão termina.

1.11. Com a realização (de Brahman), todas as amarras se desfazem. Com a diminuição da ignorância, o nascimento e a morte cessam. Indo além da consciência do corpo, pelo ato de meditar n´Ele (no Supremo), alcança-se o terceiro estado, a saber, a absoluta soberania. Todos os desejos são satisfeitos, e ele torna-se uno com o sem segundo.

1.12. Este Brahman é conhecido como existindo eternamente no Atman. Deveras, não há nada para ser conhecido depois d´Ele. Como um resultado da contemplação, o contemplador e o contemplado, e o poder que traz as coisas para a contemplação, diz-se que são os três aspectos do Brahman.

1.13. O fogo, apesar de estar apenas presente numa varinha de madeira, não perde seus indicadores; ele não é visto, mas pode ser realizado (vir a ser), quando uma varinha esfrega-se numa outra. O Purusa é como o fogo. Ele realiza-se no corpo através da meditação da sílaba sagrada OM.

1.14. Fazendo o seu próprio corpo como uma peça de madeira, e o Pranava OM como a peça maior, empregando-a num método de meditação contemplativa, tal qual o ato de esfregar uma contra a outra, realiza o Brahman, que está escondido (com o fogo na lenha).

1.15. Tal como o óleo (está oculto) na semente de sésamo (gergelim); como o a manteiga no leite, a água que brota do solo; o fogo na madeira, do mesmo modo, o Puru-a é percebido no Atman. Uma alma realizada procura por Ele (Brahman) constantemente com penitência ou Tapasya e autocontrole, e concentração.

1.16. O Atman Supremo, que a tudo impregna, é como a manteiga contida no leite, e o qual é a raiz do autoconhecimento e meditação; é Brahman, o destruidor da ignorância, dos Upanisads.

Om shanti shanti shanti

* Créditos pela imagem:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Gods_AS.jpg



Sinopse

A Brhadaranyaka Upanishad ou a "Grande Upanishad da Floresta" pertence ao grupo das Upanishads Principais, sendo a maior delas e, talvez, a maior de todas dentre as 108 Upanishads consideradas como as mais fiéis à tradição vêdica pela Mukti Upanishad. Teria sido escrita entre 1000 e 800a.C., sob a forma de prosa antiga. A palavra Upanishad é de origem sâncrita e significa "sentar-se com humildade, em plano inferior,". Trata-se de uma alusão ao fato de o discípulo sentar-se aos pés do mestre, com humildade, para ouvir.


  • Editora: Madras       Ano Edição: 2013
  • Número Edição: 1    Qtde. Páginas: 251

Link direto para o livro: Fnac - Visualizar Livro

sábado, 6 de agosto de 2016

Instrução de Yoga - Narada Bhakti Sutras - Bhakti Superior - Capítulo 5 de 5

67. Devotando-se ao primeiro e uno libera-se.

68. A garganta embarga-se de saudade do Supremo, os cabelos se arrepiam, as lágrimas vertem; o Bhakta fala sozinho, purificando tando a família como o mundo todo.

69. O Bhakta puro faz peregrinações em locais sagrados, ocupando-se em atividades boas, como dizem as Escrituras, realizando-as.

70. Pleno d´Ele.

71. Ainda que na Terra, os antepassados alegram-se; os semideuses ou devas dançam, e eles tornam-se mestres.

72. Neles não há distinção de nascimento, educação, aspecto, família, riqueza, etc.

73. Ele está sob o controle d´Ele.

74. Não se deve usar palavreado arrogante.

75. Não expressam a verdade plena e são inconclusivos.

76. Deve-se agir conforme os hinos das escrituras devocionais ou Bhakti-sastras, tendo-As como causas.

77. Enquanto se abandona a felicidade material, alegrias e tristezas, coisas sem objetivo, distanciando-se, assim, do que não é importante, não se deve desperdiçar nenhum momento.


78. Deve-se manter, cultivar, e bem conduzir-se nos princípios como: não-violência, verdade, pureza, misericórdia e religiosidade.

79. Com certeza, sempre determinado em adorar o Supremo em tudo.

80. Por cantar as Suas glórias, rapidamente, o devoto transforma-se pelo amor extático por Deus.

81. Das três verdades, Bhakti é a mais querida; Bhakti é a mais querida.

82. Ainda que Bhakti seja una, ela se manifesta de onze formas de ligação, a saber: Guna-mahatmyasakti, ater-se nas gloriosas qualidades; Rupasakti, ater-se à forma; Pūjāsakti, ater-se à oferenda; Smaranasakti, ater-se em lembrar-se; Dasyasakti, ater-se como servo; Sakhyasakti, ater-se no sentimento de amigo; Vatsalyasakti, ater-se no sentimento de pai e mãe; Kantasakti, ater-se no amor ardente; Atmanivedana, ater-se na adoração ao Supremo; Mayasakti, ater-se na auto-rendição elevada; Virahasakti, ater-se no sentimento de separação ou saudade.

83. Assim dizem, e consideram, as pessoas que ensinam o serviço devocional ou Bhakti, os Bhakta-acaryas e seus seguidores, como os Kumaras, Vyasa-deva, Sandilya, Garga-muni, Vishnu, Kaudinya, Sesa, Uddhava, Aruni, Bali, Hanuman, Vibhisana, e muitos outros.

84. Quem crê nestas auspiciosas instruções universais de Sri Narada Muni, assim, com fé, ele será muito querido pelo Senhor; ele será muito querido pelo Senhor; ele será muito querido pelo Senhor. Que assim seja.

sábado, 30 de julho de 2016

Instrução de Yoga - Narada Bhakti Sutras - Bhakti Superior - Capítulo 4 de 5

51. A forma espiritual ou Svarupa de Bhakti-prema é dita como indestrutível.

52. Ele (Bhakti-prema) é inefavelmente saboroso.

53. O que quer que uma pessoa faça de modo adequado Bhakti será iluminado por ela.

54. Este Prema está livre das gunas; é sem luxúria, sem apegos, e de forma muito sutil vai sendo indivisivelmente incrementado, e formando-se com o tempo.

55. Tendo obtido isso, realmente, apenas vê-se, escuta-se, fala-se e pensa-se sobre o Supremo.

56. O sentimento é diferente de acordo com os três modos da natureza material ou categorias, iniciadas por aqueles que estão profundamente preocupados.

57. Cada estágio seguinte é melhor que o anterior.

58. Bhakti-yoga é mais fácil do que os outros sistemas.

59. Bhakti não depende de outra prova; ela é prova de si mesma.

60. Bhakti é em forma de paz, e de grande bem-aventurança.

61. Um vez tendo sido iluminado por Bhakti, os temores e ansiedades pelas perdas mundanas decaem, compreendendo-se este mundo, bem como o Ser ou atman.

62. Óh! Quem poderá abandonar os negócios do mundo? Mesmo atingindo-se a perfeição em Bhakti deve-se renunciar o fruto ou resultado na prática das ações.

63. Não se deve escutar sobre mulheres, riqueza material e ateísmo.

64. Auto-convencimento e orgulho devem ser renunciados.

65. Rendendo-se na totalidade, o Bhakta comporta-se de tal modo que a luxúria, a ira, e o auto-convencimento ou orgulho são dirigidos inteiramente para o Supremo.

66. Rompendo as três formas mencionadas, sendo amavelmente envolvido pelos hinos de amor ou prema a Deus, deve-se permanecer em amor ou prema.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Documentário: O Sábio Ramana Maharshi



O sábio Ramana Maharshi foi um ilustre praticante de Yoga e exemplo de devoção e renúncia. Sua meditação durava horas ou dias, totalmente entregue ao Samadhi.
No recente documentário da vida de Yogananda, uma parte é dedicada a mostrar a visita de Yogananda à este mestre yoguin.


Além do vídeo, o livro abaixo também é recomendável:


Vida e Ensinamentos de Sri Ramana Maharshi

SINOPSE
Após vários anos em silêncio completo, absoluto, em estado profundos de pura consciência, O sábio foi aos poucos retomando a sua vida exterior. A aura de paz, que ele então irradiava, atraiu estudiosos e devotos de todas as partes do mundo. Com dedicação e sabedoria para mostrar o livro Pérolas de sabedoria e os seus ensinamentos de Ramana Maharshi.



Clique aqui para adquirir este livro através de nosso site parceiro:
Saraiva - Visualizar livro.





Darubrahman Upanishad

Darubrahman Upanishad

Agora, o Upanishad sobre o Brahman com e sem qualidades ou Darubrahman.

OM! Que Brahman nos proteja todos juntos. Que Ele nos nutra todos juntos. Que nós todos possamos trabalhar juntos, com grande energia. Que nossos estudos sejam vigorosos, e efetivos. Que nós não nos odiemos uns aos outros.

Sloka 1
Sri Siksha disse: abençoado Gurudev, existe uma forma intermediária entre Saguna e Nirguna Brahman, ou a transição é feita de modo brusco e repentino, de Saguna para Nirguna? Por favor, me ilumine, Gurudev!

Sloka 2
Sri Krshnapriyananda respondeu: Ó Sikshas, abençoados Atman imortais, há uma forma intermediária entre Saguna e Nirguna Brahman. Ela se chama Darubrahman ou Jagannatha, e é muito linda para ser contemplada.

Sloka 3
No coração desta forma transcendental do Senhor, está o Shiva-Linga-Nila-Madhava, a forma todo auspiciosa do Senhor, que é o próprio coração do Senhor Krishna, que não queimou quando Seu auspicioso fogo crematório consumiu Seu corpo transcendental no final dos Seus auspiciosos Lilas.

Sloka 4
Esta bela forma de Sri Linga-Nila-Madhava é o próprio coração do Senhor Krishna, adorado pelo rei Indrayumna. O Linga fora encontrado no mar, na rede de pesca, por Vishvasu, o rei Sabara, que deu sua bela e casta filha Lalita, em casamento ao Brahmana Vidyapati.

Sloka 5
Vidyapati fora um servo do rei Indrayumna, e que cumprira as suas ordens fielmente, de tal modo que encontrou a imagem eterna do Senhor Vishnu, e a colocou dentro do coração de Jagannatha.

Sloka 6
O Purusha possui milhares de cabeças, milhares de olhos, milhares de pernas. Ele manifesta o mundo. Ele permanece além do que nossos dedos podem contar.

Sloka 7
Este Lingan que é o coração do Senhor; é o auspicioso Rudra, Rudra é o Uno Senhor sem um segundo, que governa e protege todos os mundos pelo Seu próprio poder. Ele reside no coração de todos os seres. Ele protege o universo, mantém, e finalmente retira-se para dentro de Si mesmo no ciclo da destruição.

Sloka 8
Sem mãos e pés Ele se move rápido e seguro. Ele vê sem olhos, e escuta sem ouvidos. Ele conhece seja o que for para ser conhecido, mas ninguém O conhece. Os Mahatmas ou sábios chamam-nO de Pessoa Suprema ou Maha-Purusha.

Sloka 9
Ele é Sri Jagannatha, o todo atrativo sem mãos, e sem pés, sem ouvidos, e Seus olhos que não são físicos estão arregalados de prazer transcendental, por saber da devoção e Prema de Srimati Radharani por Ele.

Sloka 10
Contemplem esta auspiciosa forma de Sri Jagannatha. Ele é Saguna e Nirguna Brahman simultaneamente. Ele é Darubrahman, e nenhum coração sensível deixará de entender este Lila do Senhor se tiver fé, devoção e amor puro por Deus ou Krishna-Prema.

Sloka 11
Apenas o Purusha está em tudo isso; ele é o que É, o que foi, o que será. Além disso, Ele é o único senhor da imortalidade ou Amrita. O qual, mostra-Se também como alimento, que também é Purusha.

Sloka 12
Este auspicioso Shiva-Linga de Nila-Madhava é o Senhor Supremo em Si mesmo, que repousa silencioso no coração de todos os seres. Ele somente pode ser visto por aquele devoto sincero.

Sloka 13
Sempre pense em Mim; converta-te em Meu devoto; adora-Me é oferece-Me as tuas reverências, adorando-Me. Com certeza, virás até a MIM. Eu te prometo isso, porque tu és Meu amigo muito querido.

Sloka 14
O rei Indrayumna, perdendo-se certa feita da forma auspiciosa de Shiva-Linga-Nila-Madhava, esculpida de forma inacabada por Vi vakarma, de Darubrahman, desejou abandonar o corpo, e então iniciou um jejum com esta finalidade.

Sloka 15
Depois de ter meditado de manhã até a noite, por volta da meia noite, Indrayumna foi agraciado com a voz de Sri Jagannatha, que havia retornado na forma de Darubrahman, sem mãos, sem pernas, sem ouvidos, e sem olhos, numa madeira que somente um semideus poderia esculpir.

Sloka 16
O Senhor Jagannatha disse: ó rei Indrayumna, não te deixes abalar pelo ocorrido. Tu és Meu devoto muito querido. Eu estou situado aqui nesta montanha de Nilachau, na forma do Senhor Jagannatha, conhecida como Darubrahman, a forma que é tanto Saguna como Nirguna Brahman.

Sloka 17
Neste mundo material eu descendo 24 encarnações de Deidades, umas são Saguna, outras Nirguna. Não tenho mãos e nem pés materiais, porém com Meus sentidos transcendentais, Eu aceito tudo o que é oferecido com amor pelos Meus devotos. E para benefício do mundo, eu mudo de um lugar para o outro, e de uma forma para outra.

Sloka 18
Indrayumna, ainda que tenhas que quebrar teu juramento de jejuar até a morte, adore-Me nesta forma de Darubrahman, porque Ela é parte da doçura dos Meus passatempos ou Lilas transcendentais. Assim, manifestei para ti esta forma de Sri Jagannatha, que está belamente esculpida na árvore sagrada Daru.

Sloka 19
Este forma auspiciosa protege as palavras eternas dos Vedas. Aqueles devotos que tiverem seus olhos untados com a polpa do amor puro, sempre irão Me ver tal qual Sri Krishna Syamasundara, com Murali em Suas mãos.

Sloka 20
Se for o teu desejo servir-Me com grande opulência, vez ou outra poderá decorar-Me com mãos e pés, feitos de ouro ou prata. Mas saibas que Meus membros são apenas decorações de todas as decorações.

Sloka 21
Sri Indrayumna disse: “Meu Senhor, por favor, conceda que todos os membros da minha família possam Te servir, bem como na do escultor que fez manifestar a Tua forma transcendental. Desejamos fazer isso, era após era, levando-Te em três carros num Ratha-yatra”.

Sloka 22
Sri Jagannatha disse, “Assim será feito. Todos os descendentes de Visvasu, quem foi o Meu servo na forma de Linga-Nila-Madhava, deverão servir-Me de geração em geração, e eles serão Meus Daytias.
Os descendentes de Vidyapati, e nascidos de Lalita, farão Pujá e Prashada para Mim, e eles se chamarão Suyaras”.

Sloka 23
Sri Indrayumna disse: “Ó abençoado Senhor, de misericórdia e amor sem fim, dá-nos uma bênção. Permita que as portas do Teu templo se fechem somente por três horas por dia, para que todos os residentes do universo possam ver-Te”.

Sloka 24
“Permite que sempre possamos Te servir, colocando guirlandas e pétalas de flores aos Teus auspiciosos pés, assim, Eles nunca ficarão ressequidos”.

Sloka 25
Sri Jagannatha disse: “Assim será. E para ti, que bênção desejas? Por favor, diga-Me o que devo fazer para Meu devoto, porque sempre concedo o que Meu devoto pede”.

Sloka 26
Sri Indrayunma disse: “Que ninguém no futuro possa dizer que o Teu templo seja da propriedade de alguém. Desta forma, não desejo descendentes; bondosamente conceda-me isso”.

Sloka 27
Sri Jagannata disse: “Assim será. Porque tu és Meu devoto muito querido; Eu te concedo todos os teus auspiciosos pedidos. Junto comigo estão Meu irmão Balaram, Minha irmã Subhadra, que é Maya personificada, a Senhora de todos os desejos”.

Sloka 28
“Também, ao meu lado esquerdo externo, como marca do Meu coração, está Shiva-Linga, Minha amada Gopi, e lindamente decorado com a Yoni-Sudarsana, a Minha amada serva eterna, que com Sua imensa misericórdia se encarrega de decepar os demônios apegados ao gozo dos sentidos”.

Sloka 29
Sri Narayana disse: “Ó amada Lakshmi Devi! Esta grande morada conhecida como Purushottam-Ksetra, a qual é muito raramente alcançada em todos os três mundos, a Deidade de Sri Keava, o Supremo Controlador dos sentidos, a qual se manifestou por Si mesma, está ali situada. Aqueles que vêem esta Deidade, podem facilmente vir até a Minha morada”

Sloka 30
Que Jagannatha Swami seja o objeto de minha visão, na Sua auspiciosa forma Saguna-Nirguna de Darubrahman.

Hari Om Tat Sat
Om Shanti Shanti Shanti

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Mindfulness, Atenção Plena e Mudanças Cerebrais

A atenção plena é um método atualmente divulgado com o nome de mindfulness e é um assunto fortemente discutido nas origens do budismo a partir de um conceito denominado Caminho Óctuplo.
Abaixo tem um vídeo que expõe rapidamente os benefícios desta técnica.





O caminho óctuplo é composto de 8 elementos chamados:
1 Entendimento correto
2 Pensamento correto
3 Discurso correto
4 Conduta correta
5 Modo de viver correto
6 Esforço correto
7 Atenção correta
8 Concentração correto

O item 7, em inglês, se escreve mindfulness, ou seja, é a prática da correta atenção ou atenção plena.

Atenção onde?
Essa é uma pergunta que normalmente fazemos devido à alguns impulsos naturais e instintivos, pois nossos sentidos estão sempre recebendo informações do mundo de fora e discriminando como nocivo ou não nocivo. Considerando de modo simples, a atenção plena deve estar voltada para o momento presente, em que todo o seu corpo e mente estão entregues a ação desenvolvida.
Isso quer dizer que os sentidos e a razão não estão à deriva, eles estão sob o seu comando e você pode fazer isso.

Que ação é esta?
A que você quiser. Um exemplo é a própria leitura ou assistir um vídeo na internet, na qual a maioria das pessoas está com os olhos na tela, mas as mãos no mouse, como se estivesse pronto para trocar de página assim que se desinteressar. Atenção plena - mindfulness - nessa atividade seria tirar a mão do mouse, que é uma atitude defensiva, respirar tranquilamente, sentar-se adequadamente, prestar atenção ao palestrante, em seus movimentos, na sua voz, ou na escolha das palavras, etc.

Mindfulness está sendo usado em diversos campos da vida, seja no meio empresarial ou nos esportes, pois o seu ensino, apesar de difícil e complexo, é ao mesmo tempo intuitivo, pois tem a ver com nós mesmos e com nosso potencial sendo explorado e manifestado.

Porém, atenção plena não tem a ver com atividades que você tem, materialmente, algo a ganhar. A atenção plena pode ser treinada no ato de se alimentar, no momento de se banhar, no momento de ouvir uma música, etc. Ou seja, o termo "pleno" está relacionado, no fundo, com relação à vida e não às atitudes particulares, apesar de que assim pode ser feito até dominar completamente.

Preocupação e ansiedade não são fenômenos que ajudam a você se conectar com o momento presente, porém, à luz da atenção plena, você pode analisar as causas e efeitos de tais preocupações e ansiedades, com o objetivo de ver a natureza desses fenômenos e extrair o máximo que puder de compreensão, para que o peso desses incômodos diminua e deixe de ser um obstáculo tão grande.


Link de nosso site parceiro para adquirir este link:


SINOPSE
Livro que pretende servir como alimento espiritual, que foi idealizado para a promoção do budismo e se propõe a apresentar a essência dos conhecimentos de Buda.

Editora: MARTIN CLARET             Coleção:  OBRA-PRIMA DE CADA AUTOR
Edição:  2            Ano:  2012         Nº de Páginas:  2003

sábado, 23 de julho de 2016

Instrução de Yoga - Narada Bhakti Sutras - Bhakti Superior - Capítulo 3 de 5

Ramanujacharya34. Os mestres espirituais, Acaryas, têm murmurado as práticas do serviço devocional.

35. A companhia mundana, e o objeto dos sentidos, devem ser renunciados.

36. Pela adoração ininterrupta.

37. Neste mundo, também, Bhakti se desenvolve por ouvir, e cantar, as glórias do Santo Nome do Senhor.

38. Mas de fato, principalmente, pela graça das grandes almas ou por um pouco de misericórdia do Senhor Supremo.

39. A companhia de pessoas santas é muito difícil de ser conseguida, e de nos aproximarmos, mas não devemos perder as esperanças.

40. Bhakti pode ser alcançada pela misericórdia do Senhor.

41. Saiba que não há diferenças no Senhor Supremo e o Seu devoto puro.

42. Desta forma, aspire pela associação, aspire pela associação, com os devotos puros.

43. Renuncie à todas más associações.

44. As más associações são as causas da luxúria, da ira, da confusão, da perda da memória e da inteligência, bem como da perda de tudo positivo.

45. Estas juntam-se tal qual ondas do mar no oceano.

46. Quem está livre? Quem está livre? É quem abandona por completo aquele tipo de associação, e serve aos mahatmas, grandes almas, sem um sentido de apego.

47. Quem se isola da má associação e presta serviço devocional, arranca pela raiz o cativeiro do mundo material, ficando livre das três gunas.

48. Quem pode ir além delas? Aquele que renuncia aos frutos dos resultados das ações fruitivas, transcendendo a dualidade.

49. Aquele que renuncia até mesmo os Vedas obtém atração pura, e indivisível pelo Senhor Supremo.

50. Ele é liberado; ele é liberado; ele é liberado, do mundo material.

<< Voltar para a parte 2

terça-feira, 19 de julho de 2016

A Importância de usar os termos em sânscrito

Durante as aulas de Yoga é comum a utilização de termos sânscritos, tais como asanas, mantras e mudras.
Há instrutores que todas as posturas são faladas em sânscritos, seguidas do termo em português.


A pergunta se é importante ou não "decorar" os termos teria, certamente, a resposta SIM, sem dúvida.

Porém vamos além dos termos. Mais do que "decorar", você começa a compreender as palavras, isso trará para si um benefício de memória e concentração sem perceber, ou seja, vai além da prática visível do mudra ou do asana em si.

Outro ponto é a padronização do diálogo, pois permite obter conhecimento de outras pessoas que não sejam o seu instrutor, mesmo que seja de outro idioma.

Claro que até mesmo o sânscrito possui variações no uso dos termos. Por exemplo, a postura Uttanasana pode ser chamada de Padahastasana. Saber isso torna muito mais fácil a pesquisa e entender rapidamente que se trata da mesma postura.


Quando você entende que "Uttana" significa "alongamente intenso", "Pada" significa pé e "Hasta" significa mão, fica fácil reconhecer apenas ouvindo outras posturas de como que ela é feita e a atenção que deve ser concentrada. Poderíamos dizer que em Uttanasana o foco é o alongamento em si, enquanto que em Padahastasana, o foco é em colocar as mãos nos pés.

Usei essa postura de exemplo porque é bem fácil, principalmente porque há uma terceira variação de nome: Hasta Padasana. Se analisar as palavras, será que há alguma diferença ou é apenas uma variação de região da Índia?

Por último, o uso do termo em sânscrito permite muitas vezes obter o "poder" da palavra e compartilhar da expressão com todos. Ou seja, é muito mais envolvente ouvir "Bhujangasana" do que "Postura da cobra".

E cantar os mantras em sânscrito permite aumentar ainda mais essa conexão e seguir o ritmo harmonioso e original em que foi composto.

E atualmente temos uma facilidade. Só precisamos ouvir e repetir. Não precisamos "ler" o sânscrito em si, e sim sua transliteração.

Um exemplo é o mantra Gayatri:

ॐ भूर्भुवस्व: | तत्सवितुर्वरेण्यम् | भर्गो देवस्य धीमहि | धियो यो न: प्रचोदयात्

Ler isso é impossível para a maioria de nós e para isso existe a transliteração, que fica:

Oṁ Bhūr bhuva swaha Tat savitur varenyam bhargo devasya dhīmahi dhiyo yo na prachodayāt

Lendo dessa forma é possível quase cantar corretamente sem nunca ter escutado o mantra e mesmo assim já iniciar suas pesquisas.

O problema começa quando se quer traduzir alguns mantras complexos como esse, pois alguns tratam os elementos da natureza como deuses e outros como elementos puros e qualitativos da natureza. Essa diversidade ocorre devido aos interesses (nem sempre explícitos) do tradutor, seja brasileiro, americano ou mesmo indiano, pois as divisões de Yoga muitas vezes começam logo após a fonte.

Basicamente este mantra diz: "Que o esplendor da luz irradie à todos os seres e inspire a nossa inteligência."

* Créditos:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sanskrit_letters.jpg.gif
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Raja_padahastasana.jpg?uselang=pt-br
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sukha_padahastasana.jpg

Sadhana - A importância da prática espiritual diária

Sadhana - A Importância Da Prática Espiritual Diária
Por Braja Dasi

Muitos elementos se combinam para compor nossa vida espiritual, contudo a coluna vertebral de tudo é nosso sadhana, ou práticas espirituais diárias.


“O único método ou meio (sadhana) nesta era é o santo nome do Senhor. A única meta (sadhya) a ser atingida nesta era é Krishna-prema (amor de Krishna)” (Hari-nama Cintamani).

Entender a importância do sadhana e seus efeitos torna sua execução prazerosa. Afinal de contas, é nossa ligação com Krishna a fonte suprema de todo o prazer. Krishna faz menção específica da qualidade da firmeza no Bhagavad-gita (13.8-12), e Srila Prabhupada, no seu significado a estes versos, diz: “Firmeza significa que se deveria ser muito determinado em fazer progresso na vida espiritual. Sem tal determinação, a pessoa não pode fazer progresso tangível.”

A energia material é uma força sutil poderosa cuja habilidade para solapar nossa força espiritual não conhece nenhum limite. Manter uma firmeza em sadhana constrói a base de nossa força espiritual e protege nossa devoção. "A pessoa não deveria se tornar um meditador oficial. A vida deve ser moldada de forma que sempre se tenha oportunidade para pensar em Krishna. Deve-se sempre agir de tal modo que todas as atividades diárias estejam em relação com Krishna” (Bhagavad-gita, 18.65, Significado). O desempenho de tais ações eleva a pessoa à consciência de Krishna.

Modo Da Bondade - Crucial Para A Manutenção
Srila Prabhupada escreve na introdução ao Bhagavad-gita: “A alma condicionada está sofrendo as ações e reações das suas atividades passadas, contudo estas atividades podem ser mudadas quando o ser vivo estiver no modo da bondade, e entender quais atividades ele deve adotar.”

No modo da bondade, a pessoa ganha iluminação e conhecimento das coisas como elas realmente são, sem a contaminação da ignorância e paixão. A bondade é representada pela manutenção, um fator de sadhana, e a manutenção daquele sadhana fortalece a posição da pessoa. Da bondade, a bondade pura (shuddha-sattva) é atingida.

"Ó Filho de Pritha aquela determinação que é inquebrantável e mantida com firmeza através da prática de yoga e assim controla as atividades da mente, vida e sentidos é determinação no modo da bondade” (Bg., 18.33).

Meditação em Krishna
“Aquele que medita em Mim como a Suprema Personalidade de Deus, a sua mente constantemente ocupada em lembrança de Mim, sem desvio do seu caminho, ele, O Partha, com certeza me alcançará.”

Neste verso, o Senhor Krishna acentua a importância de se lembrar d’Ele. A lembrança de Krishna é despertada com o canto do maha-mantra: Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare / Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare.

Somos facilmente encobertos pela energia ilusória, conhecida como maya. Naquele estado, esquecemos que nosso real interesse está em Krishna, e sofremos no mundo material. Nosso egoísmo nos leva a buscar abrigo em soluções temporárias que só levam a miséria adicional. A força da energia material é tal que a proteção vigilante de nossa devoção deve ser mantida por sadhana que inclui recordação diária de Krishna, canto diário do maha-mantra e adoração diária do guru.

A importância do sadhana talvez possa ser melhor resumida nas próprias palavras de Krishna: "A pessoa deve se tornar firme como uma vela em um lugar sem vento” (Bg., 6.19).



Yoga - Imortalidade e Liberdade


SINOPSE
Nesta obra, que já se tornou fonte de referência para estudiosos, Mircea Eliade resgata as origens teórico-práticas de uma disciplina vasta, abrangendo conceitos de fisiologia, psicologia, metafísicas e terapêutica. Este rastreamento se dá através do antigo dravidismo, do bramanismo, hinduísmo, tantrismo, alquimia indiana e erotismo místico, descortinando um horizonte onde idéias e práticas transitam e enriquecem o tecido social e espiritual das culturas.

Número de páginas: 398
Link de nosso site parceiro para adquirir, clique aqui.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Curso Mindfulness - Reduza o Estresse e Melhore sua Vida

Mindfulness é uma técnica utilizada por atletas de alto nível e executivos de grandes empresas para aprender a lidar com o estresse diário e as pressões do trabalho de forma positiva.

Conceito criado pela Universidade de Oxford na Inglaterra, traz técnicas eficazes para redução do estresse, aumento da qualidade de vida, aumento de foco, criatividade, tomada de decisões, produtividade e bem estar.

Neste Curso Allan Lopes ensina as bases do Mindfulness e práticas simples e eficientes para se incorporar o conceito de Mindfulness no dia a dia.

O curso está divido em três dias intensivos, com cerca de 1 hora a cada dia, cheios de práticas simples para melhor absorção dos conceitos.

Estas práticas podem e devem ser incorporadas na rotina do aluno após o término dos 3 dias.

Dentre os tópicos abordados estão:
- Conceitos do Mindfulness
- Respiração
- Exercícios de liberação de estresse
- Meditação Mindfulness de 05 minutos

Para saber mais sobre este curso, clique aqui.

domingo, 17 de julho de 2016

Ciclo de 4 Etapas de Respiração do Pranayama



O uso desta imagem é livre para qualquer pessoa.




Adquira este livro em nosso site parceiro:
Livraria Cultura - Clique aqui



SINOPSE
Este estudo busca alinhar o Pranayama à moderna fisiologia de acordo com estritos métodos laboratoriais. Nesta investigação, assimilaram-se partes essenciais da técnica do Pranayama, tal como desenvolvidas pelos Hatha-Yogues.

Autor: KUVALAYANANDA, SWAMI
  • Editora: PHORTE EDITORA
  • Edição:  1
  • Ano:  2008

  • Nº de Páginas:  320


Abaixo uma vídeo com música relaxante, bem curta, para acompanhar o treinamento de respiração.

sábado, 16 de julho de 2016

Instrução de Yoga - Narada Bhakti Sutras - Bhakti Superior - Capítulo 2 de 5

25. Bhakti ou Serviço devocional é mais elevado do que a ação com vistas ao resultado fruitivo, e ao conhecimento especulativo.

26. Bhakti é a personificação do resultado.

27. Isvara, o Senhor Supremo, possui aversão por quem é arrogante, e submete-Se a vontade do humilde, por que lhe quer bem.

28. Nisto, o conhecimento é um meio prático para a devoção.

29. Deste modo, alguns tomam a proteção de um e outro.

30. O filho de Brahma, Narada, diz que na forma está o resultado em si mesmo.

31. Assim, certamente, é como olhar uma comida numa residência real.

32. Por isso, o rei não terá a satisfação e nem a fome acalmada.

33. Por conseguinte, o serviço devocional deve ser aceito por aqueles que aspiram por liberação do mundo material.

<< Voltar para a parte 1
>> Avançar para a parte 3

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Ashtanga Yoga de Patanjali


Esta imagem tem uso liberado por qualquer pessoa.










Sinopse

Texto Clássico Fundamental do Sistema Filosófico do Yoga. Verdadeiro tesouro para ser lido e relido por aqueles que buscam trilhar um caminho espiritual, Yoga Sutras é mais do que um manual completo para o estudo e a prática do Raja Yoga, ele é um norteador para conquistar concentração, meditação e autorrealização. O Yoga, uma das seis escolas da filosofia hindu, nos apresenta textos clássicos, teóricos e práticos. Os Sutras Clássicos, com mais de 2 mil anos de existência, ensinam-nos as práticas yogues sobre ética, meditação, posturas físicas e nos direcionam com leveza para lidar com as situações do dia a dia. Os Sutras são apresentados, nesta edição, na sua forma mais pura, com o original em sânscrito e sua respectiva tradução feita por um respeitável e experiente mestre. Ricas em conhecimento e sabedoria, as mensagens aqui presentes guiam a mente e a consciência em direção à felicidade, à paz e à lucidez.

Descrição do produto e ficha técnica

Título: Os Yoga Sutras De Patanjali       Autor: Patanjali
Tradução: Carlos Eduardo G. Barbosa
Editora: Edipro        Edição: 1       Ano: 2015